Sociedade Humanitária de Santos – Praça José Bonifácio, Centro

Sociedade Humanitária

Pesquisa e texto do jormalista Sergio WilliansH

Em 12 de outubro de 1879, um grupo de rapazes dinâmicos, envolvidos na produção de um pequeno jornal dominical – O Caixeiro – decidiu conclamar a classe comercial santista à criação de uma entidade que pudesse propiciar amparo e socorro aos seus associados, a chamada “classe caixeiral”, além de oferecer espaço para cultura, conhecimento e lazer. Foi aclamada, naquele dia, uma diretoria provisória, tendo como presidente o fundador da Escola do Povo, Augusto Vieira, como secretário, José Bento Fernandes, e tesoureiro, José Bernardes de Oliveira.

Por muitos anos, a Sociedade Humanitária dos Empregados no Comércio dedicou-se integralmente aos seus propósitos. Criou uma das maiores bibliotecas da cidade (até hoje existente), uma banda musical, grupos teatrais e um setor assistencialista que atendia nas áreas ambulatorial e dentária.

A instituição foi a primeira e única de caráter assistencial a participar de todos os eventos santistas como, por exemplo, no socorro aos feridos da Revolução de 1932.

Sedes

A primeira sede da Humanitária foi inaugurada em 7 de setembro de 1891, na rua Amador Bueno, 256. Alguns anos depois, o prédio acabou vendido para a Cúria Diocesana. Foi quando a instituição passou a atender na rua XV de Novembro.

Ao longo dos anos a associação cresceu bastante, exigindo novas acomodações. Em 1929 iniciou-se a construção da nova sede, cujas obras foram concluídas em outubro de 1931. Localizada nas imediações do Fórum, na Praça José Bonifácio, a edificação teve a assinatura dos arquitetos Frederico de Sabóia e Silva e Paulo da Silva Costa.

Devidamente instalada, a Sociedade Humanitária passou a oferecer aos seus associados, cursos de português, francês, inglês, alemão, escrituração mercantil e aritmética. No entanto, com a intensificação dos cursos regulares pela cidade, estes acabaram extintos.

O edifício da Humanitária é uma pérola histórica. Sua biblioteca, então, é uma atração à parte, assim como seu magnífico salão de festas, um dos mais belos da cidade. Nele, por muitos anos, a juventude santista participou das tradicionais vesperais promovidas pelo Centro dos Estudantes de Santos e outras agremiações estudantis. Também contavam com as melhores orquestras da cidade nas décadas de 1950 e 1960, com destaque para Cabral Júnior, Haroldo Moura, Hamleto, J. Pinto, Simonei, Mário Folganes e outras de grande sucesso.

A biblioteca abriga tesouros da literatura

A casa dos livros, na Humanitária, é um templo. Seu acervo de 40 mil exemplares inclui livros que datam do século XVII, jornais e revistas dos séculos XIX e XX. Sua principal obra é “Testament Politique”, de 1688, escrita pelo duque Armand Jean du Plessis, o cardeal Richelieu, primeiro-ministro de Luís XIII. Outra preciosidade é “Henriade”, conjunto de poemas de Voltaire (1694-1778) dedicado a Henrique IV. Há também raridades nacionais como um exemplar da primeira edição de “Memórias para a História da Capitania de São Vicente, Hoje Chamada de São Paulo, do Estado do Brazil”, escrita em português arcaico por Frei Gaspar da Madre de Deus.

3 comentários em “Sociedade Humanitária de Santos – Praça José Bonifácio, Centro”

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